quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Resumo dos artigos:Perspectivas Atuais da Educação eTecnologias da Informação e Comunicação

Nas últimas décadas do século XX assistiu-se grandes mudanças tanto no campo socio-econômico e político quanto na cultura, da ciência e tecnologia.É um tempo de expectativas, de perplexidade e da criação de concepções e paradigmas não apenas porque inicia-se um novo milênio - época de balanço e de reflexão, época em que o imaginário parece ter um peso maior. O ano de 2000 exerceu um fascínio muito grande em muitas pessoas. Paulo Freire dizia que queria chegar ao ano 2000. É um momento novo e rico de possibilidades. Por isso. não se pode falar do futuro da educação sem certa dose e cautela. È com essa cautela que serão examinadas, neste artigo, algumas perspectivas atuais da teoria e da prática da educação, apoiando-se naqueles educadores e filósofos que tentaram, em meio essa perplexidade, apesar de tudo, apontar algum caminho para o futuro. A perplexidade e a crise de paradigmas não podem se constituir num álibi para o imobilismo.
Na primeira metade do século XX , surgiram várias perguntas sobre educação entre elas: Que perspectivas podemos apontar para a educação nesse início do Terceiro Milênio? Para onde vamos?
Para iniciar, verifica-se o significado da palavra "perspectiva". A palavra perspectiva vem do latim tardio "perspectivus", que deriva de dois verbos: perspecto, que significa " olhar até o fim, examinar atentamente"; e perspicio, que significa "olhar através, ver bem, olhar atentamente, examinar com cuidado, reconhecer claramente". Existem vários conceitos de perspectivas entre esses conceitos significa ao mesmo tempo enfoque, quando se fala, por exemplo, em perspectivas política. e possibilidade, crença em acontecimentos considerados prováveis e bons. Falar em perspectivas é falar de esperança no futuro.

Educação Tradicional

Enraizada na sociedade de classes escravistas da Idade Antiga, destinada a uma pequena minoria, a educação tradicional iniciou seu declínio já no movimento renascentistas, mas ela sobreviveu até hoje, apesar da extensão média na escolaridade até hoje, apesar de extensão média da escolaridade trazida pela educação burguesa. A educação nova surge de forma mais clara a partir da obra de Rousseau, desenvolveu-se nesses últimos dois séculos e trouxe consigo numerosas conquistas, sobretudo no das ciências da educação e das metodologias de ensino.
A educação tradicional e a nova tem em comum a concepção da educação como processo de desenvolvimento individual. Todavia, o traço mais original de educação desse século é o deslocamento de enfoque do individual para o social, para o político e para o ideológico.

Educação internacionalizada.

No inicio da segunda metade deste século, educador e políticos imaginaram uma educação internacionalizada, confiada a uma grande organização, a Unesco. Os países altamente desenvolvidos já haviam universalizado o ensino fundamental e eliminando o analfabetismo. A tese de uma educação internacional já existia de 1899, quando foi fundada, em Bruxelas, o Bureau Internacional de novas escolas, por iniciativa do educador Adolphe Ferrière. No final do século XX, o fenômeno de globalização deu novo impulso à idéia de uma educação igual para todos, agora não como principio de justiça social, mas apenas como parâmetro curricular comum.

Novas Tecnologias

As conseqüências da evolução das novas tecnologias, centradas na comunicação de massa na difusão do conhecimento, ainda não se fizeram sentir plenamente no ensino – como previra McLuhan, já em 1969 – pelo menos na maioria das nações, mas a aprendizagem a distância sobre tudo a baseada na internet, parece ser a grande novidade internacional neste inicio do novo milênio. A cultura do papel representa talvez o maior obstáculo ao uso intensivo da internet, em particular a educação à distância com base na internet. Por isso, os jovens que ainda não internalizaram anteriormente essa cultura adaptam-se com mais facilidade do que os adultos ao uso do computador. Eles já estão nascendo com essa nova cultura, a cultura digital.
Os que defendem a informatização da educação sustentam que é preciso mudar profundamente os métodos de ensino para reservar ao cérebro humano o que lhe é peculiar, a capacidade de pensar, em vez de desenvolver a memória. Para ele, a função da escola será, cada vez mais a de ensinar a pensar criticamente. Para isso é preciso dominar mais metodologias e linguagens, inclusive a linguagem eletrônica.
Num cenário marcado por inovações tecnológicas e agilização dos meios de comunicação, tem-se a preocupação em repensar as tradicionais formas de geração, transferência, utilização e preservação da informação mediados pelos aportes e instrumentos tecnológicos, bem como a geração de conhecimentos com apoio de sistemas interativos os quais podem ser potencializados com a utilização de realidade virtual, realização de estudo de usuários e estratégias de busca, elementos de usabilidade e acessibilidade nos processos informacionais nas variadas ambiências.

Paradigmas Holonômicos

Os paradigmas holonômicos pretendem restaurar a totalidade do sujeito, valorizando a sua iniciativa e sua criatividade, valorizando a sua iniciativa e sua criatividade, valorizando o micro, a complementaridade, a convergência e a complexidade.

Educação Popular

O paradigma da educação popular, inspirado originalmente no trabalho de Paulo Freire nos anos 60, encontrava na conscientização sua categoria fundamental. A pratica e a reflexão sobre a pratica levaram a incorporar outra categoria não menos importante; a da organização. A final, não basta ficar consciente, e preciso organizar-se para poder transformar. Na educação publica popular – no espaço conquistado no interior do Estado; e na educação popular comunitária e na educação ambiental ou sustentável, predominantemente não governamentais.
As praticas de educação popular também constituem-se em mecanismos de democratização, em que se refletem os valores de solidariedade e de reciprocidade e novas formas alternativas, de produção e de consumo, sobretudo as praticas de educação popular comunitária, muitas delas voluntárias.

Universalização da Educação Básica e novas Matrizes Teóricas.

Neste começo de um novo milênio, a educação apresenta-se numa dupla encruzilhada: de um lado, o desempenho do sistema escolar não tem dado conta da universalização da educação básica de qualidade; de outro, as novas matrizes teóricas não apresentam ainda a consistência global necessária para indicar caminhos realmente seguros numa época de profundas e rápidas transformações. Essa e uma das preocupações do Instituto Paulo Freire, buscando, a partir do legado de Paulo Freire, consolidar o seu “Projeto da Escola Cidadã”, como resposta a crise de paradigmas. É uma escola que busca fortalecer autonomamente o seu projeto político-pedagógico, relacionando-se dialeticamente – não mecânica e subordinalmente - com o mercado, o Estado e a sociedade. Ela visa formar o cidadão para controlar o mercado e o Estado e a sociedade. Ela visa formar o cidadão para controlar o mercado e o Estado, sendo, isto é, para todos – estatal quando ao financiamento e democrático e comunitário quanto a sua gestão.

Sociedade da Informação e Educação.

Costuma-se definir nossa era como a era do conhecimento. Se for pela importância dada hoje ao conhecimento, em todos os setores, pode-se dizer que se vive mesmo na era do conhecimento, na sociedade do conhecimento, sobre tudo em conseqüência da informatização e do processo de globalização das telecomunicações a ela associada. Todavia, o que se constata e a predominância da difusão de dados e informações e não de conhecimentos. Isto esta sendo possível graças as novas tecnologias que se estocam o conhecimento, de forma pratica e acessível, em gigantescos volumes de informações, que são armazenadas inteligentemente, permitindo a pesquisa e o acesso de maneira muito simples, amigável e flexível. Pela internet, a partir de qualquer sala de aula do planeta, pode-se acessar inúmeras bibliotecas em muitas partes do mundo.
No século XXI tem a promessa de ser o século das tecnologias, o século em que a maneira de ver, sentir, assimilar os processos informacionais será marcado pela presença de conscientes coletivos internet tem contribuído na construção da maneira de ver e de processar a gama informacional, fazendo com que a informação em tempo real tem ganhado espaço não só na rede, mas também em outros meios de informação e comunicação.
Com a expressão acelerada da internet e com o uso constante das TICs os governos mundiais incluindo o brasileiro, passaram a elaborar políticas publicas que pudessem prevenir e pensar o uso da rede de forma a não estimular mais um tipo de exclusão. Assim surge a “sociedade da informação”.
Na sociedade da informação, a escola deve servir de bússola para navegar nesse mar do conhecimento, superando a visão utilitarista de só oferecer informações “úteis” para a competitividade, para obter resultados. Deve oferecer uma formação geral na direção de uma educação integral.

Para Pensar a Educação do Futuro.

Jacques Delors (1998), coordenador do “Relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre educação para o século XXI”, no livro educação: um tesouro a descobrir, aponta como principal conseqüência da sociedade do conhecimento a necessidade de uma aprendizagem ao longo de toda a vida (Lifelong Learning) fundada em quatro pilares que são ao mesmo tempo pilares do conhecimento e da formação continuada. Esses pilares podem ser tomados também como bússolas para nos orientar rumo ao futuro da educação.
· Aprender a conhecer – Prazer de compreender descobrir, construir o conhecimento, curiosidade, autonomia, atenção. Inútil tentar conhecer tudo. Aprender a conhecer e mais do que aprender. É preciso aprender a pensar, a pensar a realidade e não apenas “pensar pensamentos”, pensar o já dito, o já feito, reproduzir o pensamento.
· Aprender a fazer – é indissociável do aprender a conhecer. A substituição de certas atividades humanas por maquinas acentuou o caráter cognitivo do fazer.
· Aprender a ser – desenvolvimento integral da pessoa: inteligência, sensibilidade, sentido ético e estético, responsabilidade social e outras. Aprendizagem não pode ser apenas lógico – matemática e lingüística. Precisa ser integra.

Porém, também podemos nos ocupar mais especificamente de outras, ao pensar a educação do futuro, categorias nascidas ao mesmo tempo da prática da educação e da reflexão sobre ela. Eis algumas delas a titulo de exemplo.
Cidadania – O que implica também tratar do tema autonomia da escola,de seu projeto político – pedagógico, da questão da participação, da educação e da cidadania.
Planetaradade - A Terra é um novo paradigma.
Suntentabilidade- O tema da sustentabilidade originou-se na economia e na ecologia, para se inserir definitivamente no campo da educação, sintetizada no lema “uma educação sustentável para a sobrevivência do planeta”.
Virtualidade – Esse tema implica toda discussão atual sobre a educação a distancia e o uso dos computadores nas escolas. Atualmente, é possível presenciar o crescimento exponencial do número de informações disponibilizadas na rede e a tendência é que este número aumente, pois a internet e a Web continuarão a se consolidar como fonte de informação fundamental em diversas áreas do conhecimento.
Globalização – O processo de globalização esta mudando a política, a economia, a cultura, a historia e, portanto, também a educação. É um tema que deve ser enfocado sob vários prismas. A globalização remete também ao poder local e as conseqüências locais da nossa dívida externa.
Transdisciplinaridade – Embora com significados distintos, certas categorias como transculturalidade, transversalidade, multiculturalidade e outras complexidades e holismo também indicam uma nova tendência na educação que será preciso analisar.
Dialogicidade dialeticidade – Não se pode negar a atualidade de certas categorias freireanas e marxistas, a validade de uma pedagogia dialógica da práxis. A educação popular e a pedagogia de práxis deverão continuar como paradigmas validos para alem do ano de 2000.
Portanto, existem muitos desafios na educação como por exemplo: mudar nossas metodologias em sala de aula, para não continuar na mesmice, e um dos desafios para nos educadores são as tecnologias que a cada dia vem surgindo e devemos sempre ficarmos atento para não sermos ultrapassados pelas novidades e excluídos do mercado de trabalho.

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